Vire este rosto pra lá.
Não venhas fazendo dengo.
Conheço os jogos de azar
vivo no mundo tem tempo.
Bem sei do teu truque,
tento não te atender.
Pode ser que retruque
e o meu peito ceder.
Como é doce teu jeito,
num piscar de segundo
faz com que fosse direito
me levar pro teu mundo.
Não me olhes assim
pois és linda demais.
Falas dentro de mim
como mais ninguém faz.
Peças o que quiseres
pois és meu bem querer.
És a melhor da mulheres
és minha razão de viver.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Despertar
Enforcado nos fios de cabelo daquela que dorme ao meu lado,
Tenho o bocejar sufocado pelo desejo sôfrego de sustar o tempo.
Com os olhos laqueados pelo sol que invade o quarto,
Vejo ao léu retratos da noite já descortinada.
Peças de roupas jogadas, os móveis desordenados, a fragrância do prazer despejada pelo cômodo.
Um leve incômodo, a modorra do braço prensado sob um corpo sem nome.
O alimento fugaz da intrépida dama,
Insana.
A fome por estima do homem falto,
Escaldo.
Compulsivo por prazer,
Apaixonado pelo acaso,
Na insanidade de quem ama estar só.
Tenho o bocejar sufocado pelo desejo sôfrego de sustar o tempo.
Com os olhos laqueados pelo sol que invade o quarto,
Vejo ao léu retratos da noite já descortinada.
Peças de roupas jogadas, os móveis desordenados, a fragrância do prazer despejada pelo cômodo.
Um leve incômodo, a modorra do braço prensado sob um corpo sem nome.
O alimento fugaz da intrépida dama,
Insana.
A fome por estima do homem falto,
Escaldo.
Compulsivo por prazer,
Apaixonado pelo acaso,
Na insanidade de quem ama estar só.
Ironia
Que ironia
Logo você, que temia
Perder o mundo,
Que criei pra te cuidar
Agora surge esnobando rebeldia
Ô, minha menina
Não te dói me magoar?
Já imaginaste como será a vida
Sem minhas pegadas
Para te orientar?
E tuas lágrimas nas tristes despedidas
A minha benção ao sair pra trabalhar
Nas madrugadas, quando o frio insistia
As suas pernas logo vinham me buscar
Caía a chuva e você toda se encolhia
Só o meu peito servia pra te acalmar
Não bata a porta
Ainda não terminei
E suas coisas, quando você irá levar?
O teu perfume, teu sorriso, tuas trouxas
Se queres ir é pra nunca mais voltar
Impunemente, dê curso à sua vida
Não serei eu quem irá te aconselhar
Já não faz mais sentido
Fazer juízo
Se não sei o que pensar
Logo você, que temia
Perder o mundo,
Que criei pra te cuidar
Agora surge esnobando rebeldia
Ô, minha menina
Não te dói me magoar?
Já imaginaste como será a vida
Sem minhas pegadas
Para te orientar?
E tuas lágrimas nas tristes despedidas
A minha benção ao sair pra trabalhar
Nas madrugadas, quando o frio insistia
As suas pernas logo vinham me buscar
Caía a chuva e você toda se encolhia
Só o meu peito servia pra te acalmar
Não bata a porta
Ainda não terminei
E suas coisas, quando você irá levar?
O teu perfume, teu sorriso, tuas trouxas
Se queres ir é pra nunca mais voltar
Impunemente, dê curso à sua vida
Não serei eu quem irá te aconselhar
Já não faz mais sentido
Fazer juízo
Se não sei o que pensar
Coisas que amo na lua
Apesar da indiferença, é quem me faz companhia. Cheia de luz. Todo dia. Faça chuva ou faça lua. De casa ou da rua.
E de nada adianta puxar prosa da varanda. Ela nunca se mistura. Nunca se move. Nem se comove.
Ao menos sorria, lua.
Às vezes tão perto, quase sempre tão distante. O peito com fome. E ela crua. Sempre nua. Sempre lua.
Até que o sono me cala. Coisa rara. É hora de partir. Boa noite, lua. Te espero amanhã. E depois, depois e depois.
E de nada adianta puxar prosa da varanda. Ela nunca se mistura. Nunca se move. Nem se comove.
Ao menos sorria, lua.
Às vezes tão perto, quase sempre tão distante. O peito com fome. E ela crua. Sempre nua. Sempre lua.
Até que o sono me cala. Coisa rara. É hora de partir. Boa noite, lua. Te espero amanhã. E depois, depois e depois.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Ditado
De mal com o risco
Triste princípio
Da solidão
Peito morto
Jaz no conforto
Faz branco insosso
Bradar por não
A pena inerte
Poeta posto
Adverte: seus valores!
Quem os merece?
Quem te suporta?
É tudo um teste
Tal num ditado
Para moleque
E sua verdade
Não reconhece?
Será castigo
Ou só um teste?
Triste princípio
Da solidão
Peito morto
Jaz no conforto
Faz branco insosso
Bradar por não
A pena inerte
Poeta posto
Adverte: seus valores!
Quem os merece?
Quem te suporta?
É tudo um teste
Tal num ditado
Para moleque
E sua verdade
Não reconhece?
Será castigo
Ou só um teste?
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Saudade
E dela me despeço,
da janela do ônibus aceno,
ainda sinto o beijo do adeus,
que antes fora suave e ameno,
e agora, sabe-se lá Deus,
é amargo como veneno.
Olho triste pela janela,
a curva a leva do meu olhar,
e traz no meu peito uma dor,
angustiante apenas em pensar,
que estou só sem meu amor,
a ter de amar sem consumar.
Sem entender por quê,
vai-se embora a sanidade,
e leva junto minha paz,
me sinto amputado pela metade,
do único lado que é capaz,
de me envolver em felicidade.
E morro lentamente,
me perdendo aos pedaços,
deixando por um caminho,
partes de pernas e braços,
que já deram tanto carinho,
tanto cuidado e tantos abraços.
Desolado e sem ninguém,
ao coração peço a verdade:
"Como dou fim a essa dor?"
Eis que de mim uma voz evade:
"Apenas procure seu amor,
essa dor se chama saudade."
da janela do ônibus aceno,
ainda sinto o beijo do adeus,
que antes fora suave e ameno,
e agora, sabe-se lá Deus,
é amargo como veneno.
Olho triste pela janela,
a curva a leva do meu olhar,
e traz no meu peito uma dor,
angustiante apenas em pensar,
que estou só sem meu amor,
a ter de amar sem consumar.
Sem entender por quê,
vai-se embora a sanidade,
e leva junto minha paz,
me sinto amputado pela metade,
do único lado que é capaz,
de me envolver em felicidade.
E morro lentamente,
me perdendo aos pedaços,
deixando por um caminho,
partes de pernas e braços,
que já deram tanto carinho,
tanto cuidado e tantos abraços.
Desolado e sem ninguém,
ao coração peço a verdade:
"Como dou fim a essa dor?"
Eis que de mim uma voz evade:
"Apenas procure seu amor,
essa dor se chama saudade."
quinta-feira, 24 de março de 2011
Samba, pé e chão
Ai, mas que saudade
do meu povo de pé no chão.
Ai, mas que saudade
do samba no pé, cerveja e violão.
Saudade, palavra nossa,
nossa senhora, que aflição!
Quero, quero de novo
saudar meu povo
pobre de pão.
O samba vem lá do morro
de gente rica de coração.
Se o bolso tá no sufoco
a conta é paga
com uma canção de amor.
Autores: Paulo Padilha e Diogo Murrer
do meu povo de pé no chão.
Ai, mas que saudade
do samba no pé, cerveja e violão.
Saudade, palavra nossa,
nossa senhora, que aflição!
Quero, quero de novo
saudar meu povo
pobre de pão.
O samba vem lá do morro
de gente rica de coração.
Se o bolso tá no sufoco
a conta é paga
com uma canção de amor.
Autores: Paulo Padilha e Diogo Murrer
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Pouco escrevo
Se pouco escrevo
É pra não falar demais
Só eu conheço a vida
que tramas aqui por trás
Permito que o mundo
finja em ser sagaz.
- Quem faz os sonhos dela?
- O poeta é quem não faz!
Ninguém sabe as melodias
deste samba tão tenaz
Deixo tudo na viola
só com ela sou capaz
de amar-te claramente
de amar-te assim em paz.
É pra não falar demais
Só eu conheço a vida
que tramas aqui por trás
Permito que o mundo
finja em ser sagaz.
- Quem faz os sonhos dela?
- O poeta é quem não faz!
Ninguém sabe as melodias
deste samba tão tenaz
Deixo tudo na viola
só com ela sou capaz
de amar-te claramente
de amar-te assim em paz.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Travesseiros
A noite
te entrega pra mim
já farta de um dia
que foi tão ruim.
Que foi de matar.
Chega em casa cansada,
joga a bolsa no chão,
pois está tão pesada.
Pois está pra chorar.
Ao me ver não segura,
sobe os braços abertos,
e sorri com doçura.
E sorri pra me amar.
Amanhã logo cedo,
vou roubar com teu véu,
pra fazer travesseiros,
estas nuvens no céu.
Se deite comigo, amor!
Que eu quero sonhar.
Sonhar com teus sonhos,
pra você não chorar.
te entrega pra mim
já farta de um dia
que foi tão ruim.
Que foi de matar.
Chega em casa cansada,
joga a bolsa no chão,
pois está tão pesada.
Pois está pra chorar.
Ao me ver não segura,
sobe os braços abertos,
e sorri com doçura.
E sorri pra me amar.
Amanhã logo cedo,
vou roubar com teu véu,
pra fazer travesseiros,
estas nuvens no céu.
Se deite comigo, amor!
Que eu quero sonhar.
Sonhar com teus sonhos,
pra você não chorar.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Trem do Futuro
Em um desses dias que nada se faz
e nada se quer que não seja paz.
Dias em silêncio, sem ocupação,
onde só respira a imaginação.
Escapa o pensamento que corre pro norte.
Sobe no trem do futuro sem bagagem e passaporte.
Pega papel e caneta e se senta à janela.
Risca à longo prazo, planos com cautela.
Monta planilhas, gastos e despesas.
Surge no peito aversão às surpresas.
Traça curvas, gráficos e tabelas.
Planeja os minutos em muitas parcelas.
Anel de noivado em sua mão direita.
O ouro tão caro subtrai da receita.
Esfrega os olhos e se lembra da festa.
Se é pra ser bela, que não seja modesta.
Encaixa a renda. Faz um financiamento.
Pagará um castelo por muito, muito tempo.
Reflete em viver e se multiplicar.
Pensa nas crianças e no que vai te custar.
Abre a janela. Sufoca seu alento
em rios de planos soprados com o vento.
O trem descarrilha e desperta assustado.
Se defaz de seus planos tão bem planejados.
Pega papel e caneta. Escreve pra se lembrar,
que nesse trem do futuro não se deve embarcar.
"Amarei o hoje em dia, pra que o algum dia
que virá a ser o dia desse mesmo hoje em dia,
seja tão belo quanto esses dias,
que já foram os dias
mais belos de minha vida."
e nada se quer que não seja paz.
Dias em silêncio, sem ocupação,
onde só respira a imaginação.
Escapa o pensamento que corre pro norte.
Sobe no trem do futuro sem bagagem e passaporte.
Pega papel e caneta e se senta à janela.
Risca à longo prazo, planos com cautela.
Monta planilhas, gastos e despesas.
Surge no peito aversão às surpresas.
Traça curvas, gráficos e tabelas.
Planeja os minutos em muitas parcelas.
Anel de noivado em sua mão direita.
O ouro tão caro subtrai da receita.
Esfrega os olhos e se lembra da festa.
Se é pra ser bela, que não seja modesta.
Encaixa a renda. Faz um financiamento.
Pagará um castelo por muito, muito tempo.
Reflete em viver e se multiplicar.
Pensa nas crianças e no que vai te custar.
Abre a janela. Sufoca seu alento
em rios de planos soprados com o vento.
O trem descarrilha e desperta assustado.
Se defaz de seus planos tão bem planejados.
Pega papel e caneta. Escreve pra se lembrar,
que nesse trem do futuro não se deve embarcar.
"Amarei o hoje em dia, pra que o algum dia
que virá a ser o dia desse mesmo hoje em dia,
seja tão belo quanto esses dias,
que já foram os dias
mais belos de minha vida."
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Não Vivo Mais
Não vivo mais
sem o teu amor.
Penso que a vida
foi despercebida
Te escondeu
e me fez chorar.
Deu-me a vida
sem ter a quem amar.
Sem ter em quem pensar.
Sem ter por quem viver.
E quem vive sem ninguém
tem motivo pra sofrer.
Não quero mais
acordar sem você.
E o anoitecer
que fez te conhecer
Me entregou
e me fez sorrir.
Deu-me a vida
o prazer de te amar,
de ter por quem pensar,
de ter por quem viver.
E quem vive com amor
tem motivo pra dizer:
"Já não vivo mais,
sem o teu amor."
sem o teu amor.
Penso que a vida
foi despercebida
Te escondeu
e me fez chorar.
Deu-me a vida
sem ter a quem amar.
Sem ter em quem pensar.
Sem ter por quem viver.
E quem vive sem ninguém
tem motivo pra sofrer.
Não quero mais
acordar sem você.
E o anoitecer
que fez te conhecer
Me entregou
e me fez sorrir.
Deu-me a vida
o prazer de te amar,
de ter por quem pensar,
de ter por quem viver.
E quem vive com amor
tem motivo pra dizer:
"Já não vivo mais,
sem o teu amor."
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Amor Singelo
Amor de um amor singelo,
de um amar tão belo,
que bem se faz certo,
em meu peito aberto,
que a vida me deu.
Amor de um amor maior,
já canto os versos de cór:
"Se deixares meu mundo,
eterno seria o segundo.
Plante teus pés neste chão,
temperei-o com meu coração.
Dê flores se o tempo fechar.
Cantarei e o sol nascerá.
Em um amor assim, tão singelo,
se erguerá um castelo.
E o amor que a vida me deu
não seria mais meu.
Seria teu,
só teu."
de um amar tão belo,
que bem se faz certo,
em meu peito aberto,
que a vida me deu.
Amor de um amor maior,
já canto os versos de cór:
"Se deixares meu mundo,
eterno seria o segundo.
Plante teus pés neste chão,
temperei-o com meu coração.
Dê flores se o tempo fechar.
Cantarei e o sol nascerá.
Em um amor assim, tão singelo,
se erguerá um castelo.
E o amor que a vida me deu
não seria mais meu.
Seria teu,
só teu."
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Nosso Segredo
Meu bem,
não vá cantar pra ninguém
esse samba abafado
que fiz por amor.
Cante
pra que a tristeza se espante.
Que esse samba é assim
adocica a dor.
Vem,
vamos pegar nosso sonho
que roubaram de nós
sem mais nem porquê.
Vamos fugir desse mundo,
construir o que é nosso,
só eu e você.
Meu bem,
esconda os versos de quem
não entende os planos
que vamos traçar.
Dance
pra que o samba não canse
de encher de alegria
nesse nosso lar.
Vem,
Que eu já trago a viola
pra tocar esse samba
pra que não tenhas medo.
Cante comigo a canção
que esse samba é nosso.
Será nosso segredo.
não vá cantar pra ninguém
esse samba abafado
que fiz por amor.
Cante
pra que a tristeza se espante.
Que esse samba é assim
adocica a dor.
Vem,
vamos pegar nosso sonho
que roubaram de nós
sem mais nem porquê.
Vamos fugir desse mundo,
construir o que é nosso,
só eu e você.
Meu bem,
esconda os versos de quem
não entende os planos
que vamos traçar.
Dance
pra que o samba não canse
de encher de alegria
nesse nosso lar.
Vem,
Que eu já trago a viola
pra tocar esse samba
pra que não tenhas medo.
Cante comigo a canção
que esse samba é nosso.
Será nosso segredo.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Ah, O Meu Chapéu
Ah, o meu chapéu
de aba curta, tão curtinha,
só cabe a moça que é só minha,
que tem meu samba mais fiel.
Que no samba cai de lado
pra mostrar o meu agrado
a quem tira o meu chapéu.
Ah, o meu chapéu
feito de palha bem fininha,
enlouquece a minha rainha,
quando gira até no céu.
As morenas batem palma.
Minha moça perde a calma
e se desfaz do meu chapéu.
de aba curta, tão curtinha,
só cabe a moça que é só minha,
que tem meu samba mais fiel.
Que no samba cai de lado
pra mostrar o meu agrado
a quem tira o meu chapéu.
Ah, o meu chapéu
feito de palha bem fininha,
enlouquece a minha rainha,
quando gira até no céu.
As morenas batem palma.
Minha moça perde a calma
e se desfaz do meu chapéu.
sábado, 17 de abril de 2010
Pequeno samba para meu pequeno I
O samba veio de te receber
a vida é pra viver
com todo encanto
não precisa se assustar
canto para aliviar
o seu pranto
A te esperar sem saber
que estava pra chegar
que estava pra nascer
o sol bem escondido
reescrevendo meu viver
luz do meu anoitecer
Moleque garrido, apressado, atrevido
foi Deus quem me deu
guerreiro São João
não adianta dizer não
essa é minha missão
Revivendo minha história
não me falha a memória
tudo aquilo que passei
obra do meu próprio punho
sem espaço para rascunho
outra vida escreverei
A te esperar sem saber
que estava pra chegar
que estava pra nascer
o sol bem escondido
reescrevendo meu viver
luz do meu anoitecer
a vida é pra viver
com todo encanto
não precisa se assustar
canto para aliviar
o seu pranto
A te esperar sem saber
que estava pra chegar
que estava pra nascer
o sol bem escondido
reescrevendo meu viver
luz do meu anoitecer
Moleque garrido, apressado, atrevido
foi Deus quem me deu
guerreiro São João
não adianta dizer não
essa é minha missão
Revivendo minha história
não me falha a memória
tudo aquilo que passei
obra do meu próprio punho
sem espaço para rascunho
outra vida escreverei
A te esperar sem saber
que estava pra chegar
que estava pra nascer
o sol bem escondido
reescrevendo meu viver
luz do meu anoitecer
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Rosa dos Ventos
Pela janela o mundo é tão grande.
É como o tempo, que por passatempo,
finge se contrair, mas logo se expande.
O que teria depois daquela linha,
onde as flores morrem por desamores
e a estrela maior dorme sozinha?
Tentei, às vezes, correr até lá!
Para dois é o caminho. Nunca ia sozinho.
Depreendia-me, por fim, só. No singular!
Amedrontado, voltava para o meu lugar.
"Se era eu devagar, ou rápido meu andar?"
Dias passavam e eu não sabia explicar.
Fechei-me, como trancas pesadas de porta.
Derreti a chave que abria meu entrave.
Reservei-me de aventurar à vontade torta.
Por muito tempo olhei o mundo deste jeito
Até que um certo dia, tu, na maior ousadia,
quebraste a porta que fechei aqui no peito.
Seguraste minha mão, e antes que dissesse não,
me tiraste do meu mundo tão triste e vagabundo.
Jogaste porta à fora meu assustado coração.
Guiaste-me pelo mundo depois do porvir.
Reconheci que a flor não morre por amor
e que vida é mais bonita se se sorrir.
Eu, que nunca fui tão longe, tenho o norte almejado.
O sul sumiu, bem distante, como passado enterrado.
Pois tenho ti nesse instante,
como oeste tem o leste,
caminhando lado a lado.
É como o tempo, que por passatempo,
finge se contrair, mas logo se expande.
O que teria depois daquela linha,
onde as flores morrem por desamores
e a estrela maior dorme sozinha?
Tentei, às vezes, correr até lá!
Para dois é o caminho. Nunca ia sozinho.
Depreendia-me, por fim, só. No singular!
Amedrontado, voltava para o meu lugar.
"Se era eu devagar, ou rápido meu andar?"
Dias passavam e eu não sabia explicar.
Fechei-me, como trancas pesadas de porta.
Derreti a chave que abria meu entrave.
Reservei-me de aventurar à vontade torta.
Por muito tempo olhei o mundo deste jeito
Até que um certo dia, tu, na maior ousadia,
quebraste a porta que fechei aqui no peito.
Seguraste minha mão, e antes que dissesse não,
me tiraste do meu mundo tão triste e vagabundo.
Jogaste porta à fora meu assustado coração.
Guiaste-me pelo mundo depois do porvir.
Reconheci que a flor não morre por amor
e que vida é mais bonita se se sorrir.
Eu, que nunca fui tão longe, tenho o norte almejado.
O sul sumiu, bem distante, como passado enterrado.
Pois tenho ti nesse instante,
como oeste tem o leste,
caminhando lado a lado.
Jeito Bamba
Se tem labuta
saio de banda.
Mas se tem garoa
faço meu samba.
Se tem luta
venho de ginga.
Mas se tem curriola
desço uma pinga.
Se tem carteado
rezo pra sorte.
Mas se tem trapaça
juro de morte.
Se tem perigo
aviso a polícia.
Mas se tem barbada
vou na malícia.
Se tem valente
é na ponta dos pés.
Mas se tem cabrocha
chego assim de viés.
saio de banda.
Mas se tem garoa
faço meu samba.
Se tem luta
venho de ginga.
Mas se tem curriola
desço uma pinga.
Se tem carteado
rezo pra sorte.
Mas se tem trapaça
juro de morte.
Se tem perigo
aviso a polícia.
Mas se tem barbada
vou na malícia.
Se tem valente
é na ponta dos pés.
Mas se tem cabrocha
chego assim de viés.
sábado, 20 de março de 2010
Confissão de Boteco
Confesso, meus caros amigos, que tenho medo.
Medo de encontrar aquela preta do meu sonho,
e conto do meu jeito, nessa mesa e sem segredo,
num samba sincopado, que assim vos componho.
Ah, se um dia eu encontro essa preta, senhores.
Sinceramente, eu vos digo, estaria eu lascado,
E meu coração que já passou por tantos amores
de balanços e mareios, ficaria então enamorado.
E eu que da malandragem me orgulho tanto,
a largaria sim, e sem arrependimento algum,
Mas meu medo maior, com tristeza eu adianto,
e não seria perder a boemia de jeito nenhum.
De fato, camaradas, o temor que existe
É aquele medo que a partida irá causar
quando meu coração já num choro triste
acenar quando eu tiver que me afastar
Pois essa vida tende por me deixar,
distante da razão desses sentimentos,
dos meus versos, sambas e pensamentos,
por essa preta que um dia irei de amar.
Sendo quem sou, já conhecem toda a cena,
Que me arrisco por beiras com desdém,
E ando nessa corda bamba pois sei bem,
que por essa preta, de fato, tudo vale a pena.
Medo de encontrar aquela preta do meu sonho,
e conto do meu jeito, nessa mesa e sem segredo,
num samba sincopado, que assim vos componho.
Ah, se um dia eu encontro essa preta, senhores.
Sinceramente, eu vos digo, estaria eu lascado,
E meu coração que já passou por tantos amores
de balanços e mareios, ficaria então enamorado.
E eu que da malandragem me orgulho tanto,
a largaria sim, e sem arrependimento algum,
Mas meu medo maior, com tristeza eu adianto,
e não seria perder a boemia de jeito nenhum.
De fato, camaradas, o temor que existe
É aquele medo que a partida irá causar
quando meu coração já num choro triste
acenar quando eu tiver que me afastar
Pois essa vida tende por me deixar,
distante da razão desses sentimentos,
dos meus versos, sambas e pensamentos,
por essa preta que um dia irei de amar.
Sendo quem sou, já conhecem toda a cena,
Que me arrisco por beiras com desdém,
E ando nessa corda bamba pois sei bem,
que por essa preta, de fato, tudo vale a pena.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Pra Que se Afobar
Pra que se afobar?
Deixe o tempo fluir.
Deixe a vida tocar nosso samba de amor.
Deixe a pressa pra lá.
Não tem sentido chorar antes de o sol se pôr.
Tenha paciência,
que o barco está no mar.
A maré ainda é confusa mas se consegue velejar.
Rabisque os versos na areia pra que o mar traga maré rasa,
e cante pra que a lua cheia ilumine meu caminho de casa.
Pra que se afobar?
Deixe o tempo fluir.
Deixe a vida tocar nosso samba de amor.
Deixe a pressa pra lá.
Não tem sentido chorar antes de o sol se pôr.
Tenha paciência,
quando a saudade apertar.
Vá ver como a lua é triste sem que possa abraçar o mar.
E eu, triste do lado de cá, cantarei um samba pra nos lembrar,
que mesmo longe, como lua e mar, ainda olharemos para o mesmo lugar.
Pra que se afobar?
Deixe o tempo fluir.
Deixe a vida tocar nosso samba de amor.
Deixe a pressa pra lá.
Não tem sentido chorar antes de o sol se pôr.
Deixe o tempo fluir.
Deixe a vida tocar nosso samba de amor.
Deixe a pressa pra lá.
Não tem sentido chorar antes de o sol se pôr.
Tenha paciência,
que o barco está no mar.
A maré ainda é confusa mas se consegue velejar.
Rabisque os versos na areia pra que o mar traga maré rasa,
e cante pra que a lua cheia ilumine meu caminho de casa.
Pra que se afobar?
Deixe o tempo fluir.
Deixe a vida tocar nosso samba de amor.
Deixe a pressa pra lá.
Não tem sentido chorar antes de o sol se pôr.
Tenha paciência,
quando a saudade apertar.
Vá ver como a lua é triste sem que possa abraçar o mar.
E eu, triste do lado de cá, cantarei um samba pra nos lembrar,
que mesmo longe, como lua e mar, ainda olharemos para o mesmo lugar.
Pra que se afobar?
Deixe o tempo fluir.
Deixe a vida tocar nosso samba de amor.
Deixe a pressa pra lá.
Não tem sentido chorar antes de o sol se pôr.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Ah, Morena
Ah, Morena,
se tu fosses minha,
só terias alegria,
te daria meu cavaco,
e o que for de mais valia,
pra ter você no meu barraco.
Ah, Morena,
se tu fosses minha,
mesmo minha boemia,
caso seja o desejo teu,
de repente eu largaria,
que é pra ser somente seu.
Ah, Morena,
se tu fosses minha,
inspirado eu viveria,
e com samba e violão,
eu sempre te cortejaria,
pra que seja meu o teu coração.
se tu fosses minha,
só terias alegria,
te daria meu cavaco,
e o que for de mais valia,
pra ter você no meu barraco.
Ah, Morena,
se tu fosses minha,
mesmo minha boemia,
caso seja o desejo teu,
de repente eu largaria,
que é pra ser somente seu.
Ah, Morena,
se tu fosses minha,
inspirado eu viveria,
e com samba e violão,
eu sempre te cortejaria,
pra que seja meu o teu coração.
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